
Parece um mundo à parte, longe de leis e limites de comportamento. A Internet é um espaço, antes de tudo, da liberdade de expressão. Mas o livre-arbítrio individual se limita ao inicio do espaço do outro de exercitar seus direitos e deveres. Esse um conceito básico para um pensamento ético em qualquer que seja o ambiente. Aliás, não é porque não existe o contato físico imediato, que as pessoas deixam de existir efetivamente, deixam de ter que ser respeitadas.
Um comportamento ético no Mundo Virtual espelha o do Mundo Real. Ou seja, todo material publicado na Internet deve levar em conta a dignidade, propriedade intelectual, leis e acima de tudo o velho ditado: não faça ao outro o que não gostaria que fizesse a você.
Contudo, a grande rede ainda tem o gosto da impunidade não coberta por leis obsoletas e morosidade da justiça, o que é freqüente no Mundo Real, desde sempre. Parece que o medo da punição nos faz mais conscientes. Quando se restringe um direito, ou, principalmente existe uma sanção financeira, parece que a noção do correto vem à tona. A ética está sustentada na perspectiva se haverá castigo, se vão ficar sabendo.
Ética começa com simples atos, como não furar fila no supermercado, ou não fazer chacota gratuita usando a imagem de alguém on line, só por ser gordo, magro, ou se acha-o feio ou bonito... O exercício de se colocar no lugar do próximo ajuda, talvez é o que nos falte para entendermos o que é respeito mutuo, sentir na pele como se fosse quem está sendo lesado. Ou será que existem pessoas que gostam de ser desrespeitadas?
Talvez soe um tanto filosófico e pouco pragmático, já que vivemos no país do jeitinho, entretanto se há uma lei objetiva é a da ação reação. Se quisermos respeito, respeitemos, se buscamos ética no comportamento alheio, façamos de nossos pequenos atos cotidianos, passos em direção a uma conduta correta. Seja pela Internet, no contato pessoal, o ser humano é um só.



